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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MENSAGEM PARA 2013

Aos amigos no nosso Blog e a todos os que curtem o bambu e estas coisas surpreendentes que a natureza nos proporciona todos os dias...

To all friends of our Blog and all who enjoy those amazing things that the nature show us all the time...

Antes de divulgar esta foto eu havia preparado esta outra de igual teor e não menos importante que não fosse mostrada para vocês...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Geada fora de época é fatal para o bambu!

Conseguimos sobreviver, aqui no RS, de uma estiagem prolongada desde novembro de 2011, por quase 5 meses, sem deixar nenhum dos bambus perder nenhuma folha. Segurança esta provida pelos lagos que supriram a água (além de algumas chuvas esporádicas e ralas) por durante estes meses, até  final de maio/12. As brotações, por falta de umidade e pelo intenso verão atrasaram e, os Bambusas e Dendrocalamus que normalmente brotam em janeiro/fevereiro, iniciaram a brotação em final de março e abril.
Estava configurado que os brotos ainda não estariam galhados no início do inverno.
E foi o que aconteceu!..
Tenho sempre ressaltado que, aqui no sul do Brasil, certos tipos de bambu precisam estar colocados em locais protegidos. Neste caso, em específico, a geada veio repentinamente e não deu tempo de fazer nenhuma proteção nas plantas menores. Mesmo estando em área protegida por outras árvores, os bambus gigantes, cujos brotos estavam despontando aos 15 m de altura foram os primeiros a congelar.
Como mostrei em outra postagem anterior , somente em 2009 havia tido uma geada deste porte, que dizimou com um lote de 7 touceiras de Dendrocalamus asper as quais até hoje não se recuperaram. Estas estão mostradas na foto abaixo (1) ao lado dos B.vulgaris vittata e uma vista do gelo que permanecia ainda no dia seguinte ao amanhecer.


Abaixo esta uma foto comparativa, da mesma área do Bambuplatz Garten onde esta disposta a minha coleção de 52 espécies de bambu, as quais estão colocadas em diferentes posições. A maioria delas não foram atingidas pelo congelamento por estarem protegidas, ou também por serem resistentes a baixas temperaturas como é o caso dos Bambusa oldhamii, os Phyllostachys em geral e outros.


Mas o inverno não chegou ainda... Agora, como diz o ditado: Casa arrombada: Tranca de ferro!
Algumas das mudas pequenas, que estão com até 2 m de altura ou pouco mais, estão sendo cercadas com tela e envolvidas por um filme plástico, formamdo om cilindro de proteção que evitará o contato direto com o vento na tentativa de reduzir o congelamento.






Ao lado está uma das mudas de Bambusa ventricosa que foi parcialmente queimada nesta geada de jun-12 perdendo seu primeiro broto que estava despontando com mais de 1,5 m de altura.








Na foto abaixo uma touceira de 1 ano de Bambusa lako com 3 m de altura envolvida em tela metálica com 2 m de circunferência e filme plástico





Ainda faltam algumas mudas a serem protegidas. Quando o inverno terminar faço um balanço do resultado final.








Enquanto isto os Phyllostachys pegam força para voltarem em setembro com toda a energia!
Os Bambusas e Dendrocalamus só em fevereiro novamente. É a natureza fazendo seu trabalho regulador!
Afinal, os microorganismos e insetos, que vivem das folhas que caem e dos colmos que morreram, tem que sobreviver!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

DENDROCALAMUS ASPER & DENDROCALAMUS GIGANTEUS

Disponibilizo abaixo o conteudo de um estudo comparativo entre as duas espécies, aos interessados em conhecer as diferenças visuais entre o Dendrocalamus asper e o Dendrocalamus giganteus, ambos conhecidos popularmente como Bambu gigante.




DENDROCALAMUS ASPER E DENDROCALAMUS GIGANTEUS
Relatório comparativo entre as duas espécies
                                    Por José Ene  - Colecionador e produtor de mudas de bambu
Abaixo faço um breve relato sobre uma dúvida em relação a diferenciação e identificação entre duas espécies de Dendrocalamus que eu tenho em minha coleção de Bambus.
                                                                                                                Histórico
“Há alguns anos (em 2002) adquiri um lote de mudas de Dendrocalamus giganteus que vieram da produção da Universidade de Bauru/SP. Após algum tempo, quando saíram os primeiros brotos e vieram os colmos, tirei algumas fotos e as mandei para o Mark Meckes(ainda vivo nessa época), o qual me auxiliava a reduzir e nomear as minhas fotos para colocá-las em seu site (www.bamboocraft.net). Ao examinar estas fotos o Mark me contatou dizendo que as fotos estariam com o nome trocado, pois as fotos se tratavam de D. asper e não D.giganteus (em anexo me remeteu fotos de outros bambuzeiros experientes do Grupo bamboocraft  www.bamboocraft.net ,  como sendo do D.asper). Nesta mesma época contatei com o Prof. Marco Pereira e coloquei a ele a observação do Mark. O prof.Marco me respondeu citando que as mudas eram de D.giganteus, pois assim ele teria recebido as matrizes que deram origem as minhas mudas e comentou,  que na época, havia tentado reproduzir o D.asper sem sucesso, se não me engano por razões climáticas.
Portanto, as mudas que recebi  e que outro bambuzeiro de Viamão/RS, o Moisés, também recebeu, no mesmo lote, se tratavam de D.giganteus. Assim, naquela oportunidade confirmei para o Mark o qual, embora ainda com a dúvida, postou em seu site as minhas fotos com o nome que eu havia lhe passado - Dendrocalamus giganteus. Nesta  mesma época  ele me remeteu algumas fotos e links de D.giganteus com colmos verdes e lisos(semelhantes na textura com o D.latiflorus) e outras fotos de D.asper com textura áspera e amarronzada. Como eu dispunha em minha coleção as duas espécies poderia verificar “ïn loco” as diferenças apontadas pelo Mark Meckes.
Neste meio tempo tive a oportunidade de visitar o Prof.Marco Pereira na Universidade de Bauru de onde vieram as minhas primeiras mudas e também o Instituto Jatobás em Pardinho/SP de onde havia adquirido outras mudas com o David Escaquete que participara de um Curso sobre bambus em Santa Rosa,SC para onde havia levado um lote de mudas de várias espécies para venda. Nesta oportunidade dentre outras espécies adquiri mais algumas mudas de Dendrocalamus asper (com o nome de D.giganteus).
Passados 2 anos visitando o Mark em Austin,TX ele me conseguiu o contato e uma visita com o Michael Richards em New Iberia na Louisiana (www.liveoakgardens.com).  O Mike, como é chamado, é um aficcionado colecionador, produtor de mudas e um dos maiores revendedores de bambu do sul dos USA. Ele e seu filho(que morou mais de 1 ano na Ásia)que também conhece estas espécies, me mostraram dezenas de touceiras e mudas de D.giganteus e D.asper – Os D. giganteus com colmos verdes e lisos e os D.asper ásperos e amarronzados. - Então a dúvida apontada anteriormente pelo Mark Meckes continuou aumentando e aguçando minha curiosidade. Passei então a estudar estas diferenças entre as duas espécies e procurar dados que pudessem me dar a certeza de que as espécies das minha coleção estivessem devidamente identificadas com o nome correto, ainda mais que eu estava desenvolvendo mudas e as repassando a outros colecionadores e interessados.
Em Fev de 2010 estive visitando outro colecionador do mesmo perfil do Michael Richard no norte de Miami,  o Robert Saporito(www.tropicalbamboo.com) o qual  dispõe de  uma variedade de aprox. 150 espécies em sua coleção, dentre elas o D. giganteus com  colmos verdes e lisos e o D. asper,  ásperos e amarronzados.Nesta oportunidade obtive muitas fotos das duas espécies. O mesmo ocorreu nas vistas a outro colecionador em Tampa,Fl  e também, para complementar o levantamento fotográfico na visita ao Fairchild Tropical Botanic Garden- Coral Gables/Fl onde as duas espécies estão lado a lado devidamente identificadas. A partir destas comprovações ficava muito claro que o Mark Meckes estava certo e os meus bambus eram Dendrocalamus asper e não D.giganteus.
O desenvolvimento do relatório que se segue está baseado nestes depoimentos citados e nos levantamentos fotográficos obtidos nestes sítios visitados.
 EM JUNHO/2010
DENDROCALAMUS ASPER  E DENDROCALAMUS GIGANTEUS
LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO COMPARATIVO ENTRE AS DUAS ESPÉCIES
1-Broto de Dendrocalamus asperBrotação
2010 – Coleção  Agrobambu 
                              

















 











2-Broto de Dendrocalamus giganteus - Foto
remetida por por J.Roy Rogers/Tampa em http://www.bambooweb.com/


3-Colmo novo de D.asper - Na Agrobambu

  
4-D.giganteus – No Fairchild 





        
                                                                    
                                                                5-Colmos de D.asper porção basal- 
                  

















6-Colmos de D.giganteus  porção   basal - NaTropical Bamboo                                                
    
                                        
7 - D.asper - Textura áspera com tonalidade marrom ou dourada
semelhante a uma penugem 
                    
 





8-D.giganteus - Textura lisa ao toque  e tonalidade verde acinzentada e com leve brilho
9-D.asper - Na Tropical Bamboo
                                            
10-D.giganteus no Fairchild



11-D.asper -
11-a No Fairchild Botanic Garden


                                     11-b – Na coleção Agrobambu
                    

12 - Dendrocalamus giganteus
12-A-No Fairchild Tropical Botanic Garden



12-b - D.giganteus- Na Tropical Bamboo


D.giganteus no Fairchild Tropical Botanic Garden – Coral Gables/Fl
COMENTÁRIOS SOBRE OS LEVANTAMENTOS FOTOGRÁFICOS
OBJETIVO –
Este estudo comparativo tem o objetivo de orientar os admiradores das espécies confrontadas e através destas características básicas poderem distinguir ambas as plantas.
Deve-se, entretanto levar em consideração outras informações, como procedência da planta, fornecedores, clones, etc... É imprescindível obter junto ao fornecedor os dados de origem da
 planta para poder identificar os subseqüentes clones/mudas que poderão ser obtidos desta planta no futuro.
OBSERVANDO PLANTAS ADULTAS
É sempre útil obter o roteiro de origem da planta em caso de aquisição de mudas. Estas duas espécies e outras do mesmo gênero, enquanto jovens, apresentam quase a mesma configuração sendo quase impossível sua identificação a não ser por métodos taxonômicos específicos e orientados por botânicos experimentados.  As características taxonômicas que as diferem estão nas folhas, nas bainhas caulinares, nas ramificações, nas texturas e tonalidades dos colmos, nos brotos e outras formas e depois nos colmos em suas formas adultas. Como este estudo se refere a plantas adultas pudemos verificar, pelo contato com produtores e colecionadores experimentados, que as diferenças demonstradas são bem definidas. Dendrocalamus giganteus com colmos lisos no primeiro terço, verde claro com textura suave. D.asper com colmos ásperos (como o próprio nome sugere) cobertos com penugem dourada/amarronzada.
No depoimento com o Sr. Michael Richards (New Iberia/LA), obtivemos os primeiros sinais das diferenças entre os colmos ásperos e lisos do D.asper e dos D.giganteus, respectivamente. Nesta ocasião (2007) verificamos em sua coleção muitas mudas de D. giganteus plantadas em potes para entrega ao mercado. Todas tinham a configuração citada no descritivo acima.-
COMPARANDO AS FOTOS
Em  Fev de 2010 ao visitar a coleção do Sr. Robert Saporito em sua propriedade em West Palm Beach, FL (http://www.tropicalbamboo.com) obtivemos as fotos numeradas de 4,5,6,8,9 e algumas no bloco 12. Quando tivemos oportunidade de ouvir o seu depoimento de que os Dendrocalamus  latiflorus e giganteus são lisos menos o Dendrocalamus asper que é áspero como o próprio nome sugere.
Ainda em busca de mais fotos vistamos em maio/2010 em Tampa,FL outro colecionador e produtor de mudas de bambu o Sr.J.Roy Rogers, o qual dispunha  de uma touceira antiga de D.asper em sua coleção. Este bambu apesar de ter a coloração toda verde trata-se do D. asper, pois estes colmos quando muito antigos ficam cobertos pelo musgo porém a  textura ao toque destes colmos fica um pouco áspera também. O colecionador não dispunha de nenhuma espécie de D.giganteus em sua coleção .
No mesmo período fui visitar a coleção de Bambus do Fairchild Tropical Botanic Garden em Coral Gables,FL, ao sul de Miami . Procurando as espécies identificadas pelos botânicos do local e pela American Bamboo Society como sendo D.giganteus(fotos 4 ,10 e 12)
Como complemento, disponho de uma série de fotos de bambus da minha coleção. As fotos obtidas na minha propriedade estão nominadas como  Agrobambu CF&T e são todas do D.asper.
Para complementar este relato é conveniente observar que, em todas as visitações a grandes touceiras de bambu no sul e centro do Brasil, que me apresentaram como sendo de Dendrocalamus giganteus constatei se  tratar de Dendrocalamus asper, donde concluí que esta espécie não é comum aqui nesta região e que, por ser popularmente chamada de “Bambu gigante, leva a conclusão errônea de que se trata de D.giganteus.
OBS.:Esta conclusão é baseada em depoimentos e dados empíricos, obtidos pelo autor deste relatório.

Elaborado por José Ene – Agrobambu CF&T– Eldorado do Sul,RS –
Atualizado em out/2010
 http://www.bamboofount.com.br

COMPLEMENTO SOBRE OS LEVANTAMENTOS FOTOGRÁFICOS COM NOVAS FOTOS
OBTIDAS EM OUTROS LOCAIS EM 2011

Em maio de 2011 tive outra oportunidade de atestar e confirmar as minhas pesquisas sobre estas espécies. Ao visitar o Ralph Evans ( www.bambooheadquarters.com ), colecionador e outro grande produtor de mudas de bambu nos USA, e sua coleção em Vista,CA, próximo a San Diego. Nesta ocasião consegui obter alguns depoimentos em vídeo e outra série de fotografias que muito bem detalham o Dendrocalamus asper e o Dendrocalamus giganteus pois ele dispunha de várias grandes touceiras das duas espécies que lhe serviam de matrizes para obter as suas mudas.




1-UMA DAS TOUCEIRAS  DE DENDROCALAMUS ASPER DO RALPH EVANS 
           



                                                
















 2-TOUCEIRA DE DENDROCALAMUS GIGANTEUS-RALPH EVANS
                                                
                                                
 












3 Detalhe de Dendrocalamus giganteus no Bambooheadquaters



FOTOS OBTIDA NO QUAIL BOTANIC GARDENS EM SAN DIEGO,CA-2011

CURIOSIDADE:

1-  TOUCEIRA DE D.GIGANTEUS EM INFLORESCÊNCIA
Segundo informações obtidas no local o fato de haver processo de inflorescência nesta touceira não corria o risco de morrer, porque o tipo de inflorescência não apresentava  sementes (todas as sementes eram secas-só a palha). Não estou certo de que isto seja realmente verdadeiro.
















COMENTÁRIOS FINAIS

Estes relatos, como antes citado, não estão embasados em fundamentos taxonômicos das duas espécies, apenas em depoimentos e constatações obtidas através de pessoas experientes que foram colaborativas desde o início destes levantamentos, os quais se iniciaram em 2002, ou seja, há quase 10 anos atrás.
Em 2009/2010 tive a oportunidade de levar este tema para conhecimento da comunidade bambuzeira através do Grupo Agabambu e veiculado nos Grupos Bambu-brasil e Grupo BambuSC.
Os relatórios, devido as suas dimensões, não foram anexados nos mails dos Grupos, porém foram remetidos a diversos interessados participantes dos Grupos na época.
No final de 2011 estive novamente visitando o Robert Saporito na sua Tropical Bamboo e novamente abordamos o tema e obtivemos novas fotos e vídeos para corroborar o que havia divulgado. Como disponho de mais de uma centena de fotos, vídeos e depoimentos sobre o assunto é impossível anexar todo este material neste relato. Poderemos no futuro ir ampliando este conteúdo de forma que ele possa complementar algum trabalho de pesquisa. A medida que for obtendo outros novos dados iremos atualizar este conteúdo.

Atualizado em jan/2012
JOSÉ ENE – AGROBAMBU-CF&T –
            http://agrobambu.blogspot.com/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

MENSAGEM PARA 2012

Olá amigos

Tenho, todos os anos, colocado nas minhas mensagens de Ano Novo fotos dos meus bambus Moso que foram criados a partir de sementes. Este ano entretanto, eles cresceram muito e passaram a não mais caber dentro das fotos. Das 17 sementes que se transformaram em mudas hoje estão desenvolvidas mais de 100 novas plantas que brotaram em setembro/11.
Resolvi então inovar e preparamos(eu e meu pessoal lá da floresta)esta mensagem para vocês:

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Agora é a vez dos Dendrocalamus e Bambusas

Os Dendrocalamus e Bambusas normalmente começam a brotar em janeiro. Este ano de 2011 entretanto, começaram um pouco mais tarde. Porque? Provávelmente porque dezembro a umidade estava um pouco baixa em função de poucas chuvas aqui na região. Em janeiro e fevereiro as chuvas estiveram mais frequentes. Apenas nestes dois meses chegamos a constatar 2 ou 3 chuvaradas de mais de 100mm o que, nesta época, se pode dizer não ser uma situação normal.
O que importa é que inclusive aqueles bambus que sofreram com as geadas do inverno de 2009 e 2010 agora encontraram "fortes argumentos"para substituir os colmos perdidos.
O grande problema da perda de colmos na geada é o atraso que causa para as gerações seguintes - A experiência resultande da geada de 2009 foi devastadora. Os colmos novos que haviam brotado em janeiro foram "queimados"pelo congelamento em junho de 2009, ao ponto de terem que ser cortados, para evitar o ataque dos insetos xilófagos(todos). Estes colmos por serem muito jovens(apenas 5 meses se tornam o prato preferido do Tigre(Chlorophorus annularis) e outros insetos. Uma vez que estirpados a planta levou 2 anos para colocar novos brotos, pois não possuia ramos/folhas para gerar a energia necessária para a sua recuperação.
A geada aqui do RS, principalmente em regiões planas e em áreas abertas, é um fator fundamental para a definição do tipo de bambu que se vai plantar e na escolha do local onde será plantado.

Esta situação plotada para uma produção em larga escala se torna um prejuízo quase irrecuperável ou, na melhor hipótese, levaria o dobro do tempo para uma retomada. E uma das minhas touceiras com 5 anos todos os colmos tiveram as folhas queimadas com a geada, todos secaram completamente e todos tiveram que ser cortados. No período seguinte somente surgiram pequenos galhos em torno das bases dos colmos cortados que foram mantidas. No segundo período(1 ano e meio depois) surgiram apenas 1 ou dois brotos en cada touceira onde inicialmente já era uma touceira com 5 ou 6 colmos jovens com mais de 10 m de altura.
Conclusão: 1 geada = 2 anos de perda 
As fotos abaixo mostram uma devastação de apenas uma semana de frio no inverno passadonos lotes de bambu que tenho em uma área aberta.



                        Dendrocalamus asper em area aberta no dia seguinte após a geada de junho/2009.

Este ano consegui obter no  Sitio Bambuplatz os melhores resultados no rendimento dos colmos dos Dendrocalamus tanto em diâmetro como em altura. Considerando a idade das plantas(não mais de 6 anos) estes resultados são animadores para o futuro, uma vez que sendo plantas jovcns, ainda não atingiram seu ponto ideal de desenvovimento (principalmente se considerarmos que uma touceira desta espécie pode durar mais de um século),
Seguem abaixo algumas fotos de uma sequência de 2/3/4/6 semanas do desenvolvimento de uma brotação de Dendrocalamus asper. Incluindo uma foto desta touceira em setembro de 2011.





Brotação de Dendrocalmus asper de 2011 - Acima a brotação com 3 a 4 semanas.Abaixo os brotos numerados nas fotos anteriores como 1,2 3 e 4 -

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Foto obtidas em setembro de 2011 com os colmos já desenvolvidos - Com 9 meses

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Chega de máquina de cortar grama!...

Com a chegada do novo mini-trator Murray de 18,5 HP terminaram os dias de tortura com a máquina de cortar grama. Eram consumidas muitas horas para roçar os inços e cortar a grama na área dos bambus, no Bambuplatz e em todo o sítio. Agora posso dedicar mais tempo para as mudas e para o cuidado dos bambus. O trabalho que se fazia em  6 a 8 horas nos finais de semana foi realizado em pouco mais de uma hora ainda que com pouca prática. A seguir virão o reboque de carga e o reservatório de água/bomba que ele irá puxar o que também vai racionalizar boa parte da mão de obra.
 O nome dele é Nigra (qualquer alusão com o Phyllostachys nigra é mera coincidência!)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

É época dos Phyllostachys

A época dos Phyllostachys…
    Novos colmos de Phyllostachys aurea
... SETEMBRO...
Em setembro inicia o período de brotação dos Phyllostachys aqui na minha região não muito diferente do que acontece nos outros lugares. As plantas ainda carregam as folhas sofridas pelo inverno e gradativamente vão sendo substituídas pelas novas, mais vigorosas que surgem. No solo, as que caíram, se acumulam junto a touceira para dar proteção aos brotos emergentes e também para segurar a umidade e preservar o solo do forte calor do verão que se aproxima. É a natureza fazendo o seu trabalho.

Medidas preventivas para proteger as brotações
 
                       Phyllostachys pubescens (Moso)

         










Tela de proteção na área de brotação dos  Phyllostachys pubescens (Moso)
 Barreiras para demarcar a área de brotação-Phyllostachys nigra

Neste mesmo período começo a dedicar cuidados especiais no sentido de proteger os brotos novos das variações climáticas frequentes nesta época, das operações de manejo e dos animais. Os animais domésticos costumam circular por dentro dos bambuzais algumas vezes quebrando ou pisoteando sobre os brotos. Para isto utilizo em algumas áreas telas de 60 cm de altura ao redor das áreas de brotação e quando os brotos estão muito distantes coloco uma estaca de bambu ao lado do broto para marcar sua posição e ao mesmo tempo protegê-lo. Em alguns locais coloco barreiras transversais de bambu para quebrar a continuidade das áreas livres de brotação.

Sequência de brotações
Dos Phylostachys que disponho na minha coleção o pimeiro a brotar é o P.pubescens(Moso) logo a seguir são o P.nigra “henonis”, e  a seguir os P.nigra. Neste período inicia a brotação dos P.aurea em todas as suas variedades, que chega se estender pelo mês de outubro inteiro. Por último, os P.bambusóides. O interessante é verificar como as variações climáticas influenciam na formação dos entrenós do P.aurea como se pode verificar nas fotos. Estas contorções e deformações dos bambus, muitas vezes originários de uma mesma mãe, demonstram nitidamente as faltas ou excessos de nutrientes, água e variações de temperatura. O mais característico de todos é o Phyllostachys aurea cujas deformações lhe conferem uma identidade.







Nenhum dos outros Phyllostachys apresenta estas características de nós deformados que, em algumas vezes, lhe confere uma característica de subespécie como p.ex.o P.aurea heterocicla.

No final de novembro praticamente todas as brotações já estão acabando e alguns poucos brotos remanescentes começam a enfraquecer ou mesmo secar. Algumas espécies de Phyllostachys continuam a emitir brotos novos enquanto as condições de solo e clima são favoráveis como o P.bambusoides(Madake) que emite novos brotos até dezembro.









 Limpeza na área
Flores dos Aguapés(Baronesa) contrastando com o novos ramos dos Phyllostachys que se abrem
Logo após o final das brotações dou início à manutenção das áreas em volta destes bambus, pois deverão ser retirados todos os inços, gramas e outras plantas que podem competir com os novos brotos que, em apenas 2 semanas, chegam a ser varas com 3 a 4 metros de altura(Inços na foto acima).  A competição das ervas daninhas é um dos fatores que atrapalham este rápido desenvolvimento. É muito arriscado chegar próximo ao mato de bambus, para se fazer a limpeza antes da brotação, pois se corre o risco  de pisotear sobre um local onde poderia emergir um novo broto.  Esta limpeza então deve ser feita quando os brotos já estão crescidos, no ponto em que as varas ainda não chegaram a abrir seus galhos e folhas, quando ainda estão fechados, até o final do período de crescimento longitudinal, o que pode durar algumas semanas.
É importante manter nesta limpeza as folhas secas que se acumularam no solo para garantir a umidade e a reciclagem da matéria orgânica no seu ciclo natural. Neste período se retira alguns galhos e colmos secos para dar espaços aos novos colmos e ramos que irão se expandir.
A cada ano a multiplicação de novas varas é significativa. Esta nova floresta de P.aurea tem apenas 5 anos e a cada ano as novas varas surgem com maior altura e maior diâmetro. Hoje o diâmetro máximo é de 3 cm. Em uma outra área que dispomos, o plantio, que tem mais de 12 anos as varas chegam a atingir mais do que 5 cm de diâmetro.
Depois da limpeza começa o período de abertura dos ramos e as plantas iniciam o seu melhor ciclo. As folhas assumem um tom verde claro muito exuberante(como as fotos acima). As novas varas se tocam umas às outras apenas deixando gentilmente o espaço para passar mais um novo colmo. O contraste dos tons entre as plantas antigas e as novas exibem um performance de cores muito agradável. O espaço para a circulação dentre os colmos, em contrapartida, vai ficando a cada ano mais exíguo e o acesso para o manejo, por conseguinte também.
Isto acontece em uma floresta jovem onde nenhum colmo ainda foi cortado. Nas florestas com mais de 6 anos os espaços entre os colmos já começam a ser maiores, na medida que o corte/desbaste começa a ser feito.
A época dos Phyllostachys é ampla mas referindo-me ao período de maiores cuidados ela só termina quando o período da estiagem entre janeiro e abril acaba. Agora estamos em Janeiro  e as chuvas começam a se espaçar aqui no sul e como as plantas estão exercendo seu maior vigor não lhes pode faltar nada, principalmente ÁGUA.
Os demais Phyllostachys são plantios com pouco menos de 3 anos e não possuem varas com diâmetro significativo, embora o alastramento do P pubescens(Moso) neste ano tenha sido muito bom, considerando que todas as plantas-mãe desta espécies são originárias de plantio de sementes. Cerca de 12 matrizes que foram colocadas em uma área de sombra e relativamente protegidas, hoje já atingem cerca de 90 novas varas, que no próximo ano se multiplicarão exponencialmente.
Por estes motivos escrevi o post anterior: Muita água para os Bambus...