Total de visualizações de página

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

WWW.BAMBOOFOUNT.COM.BR - FONTES DE BAMBU

                                                    WWW.BAMBOOFOUNT.COM.BR

Comecei  no Bambu fazendo fontes, lá por 2002 e escollhi o nome "Bamboofount"para meu website. Acabei optando por este nome, pois era o mais razoável disponível dentre os que ainda não existiam com o pessoal que fazia fontes. Tinha escolhido antes "Bamboofountain" porém a web estava cheio destes nomes e acabavam dirigindo as buscas para outros websites.



Em meados de 2005 fiz um compilado de todos os produtos de design exclusivo que eram produzidos aqui no Bambuplatz Garten( o nome do local ainda não era este), além dos materiais que podem ser utilizados na indústria do artesanato com bambu.

Durante mais de 12 anos estive com meu website  www.bamboofount.com.br ativo até que ficou obsoleto. Ao tentar reativá-lo foram perdidas algumas informações que  eram fundamentais para sua manutenção então resolvi coloca-lo aqui no meu blog.

Sempre achei os bambus uma planta interessante. Quando comecei com as fontes não tinha a mínima idéia de que me envolveria com o BAMBU da forma como estou envolvido hoje.

Minha primeira fonte foi com um pedaço de "taquara" mal cheirosa, cravejada de mariscos, que peguei dentro d'água lá em Santo Antônio de Lisboa em Florianópolis,SC.
Ficou de molho lá no meu sítio até que o cheiro desaparecesse. Tinha então o material necessário para fazer a tal da fonte.

Aqui estão as primeiras taquaras com mariscos já prontas para serem instaladas na fonte improvisada com uma minibomba usada em aquários







Esta ao lado já foi o resultado do aprimoramento no design utilizando bambus fervidos e protegidos por vernizes especiais. 



A partir dali comecei a incrementar o design para torná-la mais estética e definir as dimensões e proporções dos bicos e corpo dos cilindros, ao mesmo tempo que desenvolvia os potes e a forma construtiva.

Mas logo no princípio da produção em maior escala comecei a sentir a dificuldade de encontrar os bambus de grande porte, que tivessem estrutura para a construção das fontes e que fossem adequados ao trabalho de permanecer permanentemente em contato com a água, sem que se deteriorassem.
Iniciei então utilizando varas compradas no mercado e algumas poucas que já dispunha na minha propriedade, mas ainda insuficientes, tanto no porte quanto nas quantidades.

Estes são os modelos das fontes que produzo atualmente


Desenhei os formatos dos potes e os acabamento e mandei confeccionar os potes por um artesão em cerâmica que os produz com exclusividade.
Os potes de cerâmica como se sabe, são porosos e infiltram a água. Foi necessário desenvolver um produto específico para impermeabilizar internamente o pote para evitar a infiltração.

Para os clientes mais resistentes aos produtos naturais desenvolvi alguns modelos em cerâmica utilizando os bambus como moldes.




Desde então iniciei uma produção frenética de fontes e não parei mais. Hoje tenho mais de 700 unidades espalhadas em todos os cantos do país.


Na entrada do website tinha este blá,blá blá para entusiasmar o pessoal a adquirir o produto...











Por trás desta "industrialização" artesanal existe uma série de componentes para esta montagem. A começar que o bambu utilizado era de uma espécie que todos diziam ser inadequado para este tipo de trabalho, o Bambusa vulgaris "vitatta" também conhecido como Bambu imperial (amarelo com listras verdes). Além disto outros componentes como motorização, colas, adesivos, parafusos inox, componentes plásticos e vernizes especiais.
                               E foi assim que tudo começou...e não terminou aí!
Como para a confecção das fontes precisava de muitos bambus de grande diâmetro e este material era escasso aqui no sul do país estava ficando difícil dar continuidade. Com os  bambus de pequeno diâmetro que eu tinha no meu sítio não era possível manter aquele ritmo e incrementar a produção de fontes, surgiu então a idéia de PLANTAR  MEUS PRÓPRIOS BAMBUS.
                               ... e ENTÃO A COISA NÃO TERMINOU ATÉ HOJE.
          Foi necessário desenvolver outros conhecimentos e aprender  mais sobre a planta.

                  Criei então um adendo ao meu website chamado AGROBAMBU que estará disposto a seguir em um outro artigo.





domingo, 8 de julho de 2018

CESTARIA COM BAMBU - TAKEZAIKU

CESTARIA COM BAMBU - TAKEZAIKU


Em 28/abril/2018 foi realizado no BAMBUPLATZ GARTEN um curso no módulo 1 (iniciação) sobre a técnica e a arte de fazer tramados artesanais com bambus.

O instrutor Igor Hatanda fez a apresentação da técnica a um grupo de 12 participantes, onde cada um construiu seu primeiro cesto. Foi feita uma introdução aos materiais, sendo que a utilização do Phyllostachys pubescens(Moso),o Phyllostachys bambusoides e o Phyllostachys nigra "henonis" (Hatiku) são os mais utilizados onde esta técnica é praticada profissionalmente.
O Igor Hatanda traz consigo esta prática que lhe foi passada pelos seus ancestrais.

Um dos principais enfoques da parte teórica foi o material a ser utilizado, pois alguns tipos de bambus citados como sendo  os mais utilizados não são comuns em certas regiões, inclusive aqui no sul do país. Embora sejam encontrados não são abundantes. Por outro lado temos em abundância o Bambusa tuldoides e o Guadua trinii(bastante usado na cestaria indígena). Para a execução do curso foram utilizadas tiras obtidas a partir da espécie Bambusa tuldoides. Até mesmo para justificar que esta espécie serve como alternativa para esta arte.
No conteúdo deste blog, em outro artigo anteriormente escrito, descrevo sobre o Guadua trinii e suas qualidades bem como muitas fotos e sua incidência aqui no RS.




Foram estabelecidas 10 vagas para o treinamento, mas operamos com 12 devido a dificuldade de orientar e acompanhar um a um dos participantes, além da dificuldade para dispor o "ferramental" bem específico, para que todos pudessem acompanhar o desenrolar do treinamento.




Para o preparo das tiras pode-se utilizar os divisores de bambu tradicionais, em formato estrela, porém esta ferramenta nem sempre está disponível para todos os diâmetros. Pode -se entretanto fazer a divisão das tiras com facões e depois fazer os demais cortes na metade das tiras resultantes. Sempre em metades longitudinais até atingir a largura desejada da tira.
Depois de obtidas as tiras, por divisão das canas, faz-se uma nova divisão para a retirada das camadas internas, as quais serão rejeitadas por não serem adequadas ao trabalho.
Após esta operação faz-se o bitolamento nestes aparelhos acima e abaixo tanto na largura como na espessura da tira.
Abaixo a faca que se utiliza para fazer as divisão das tiras manualmente




Os nomes destas ferramentas citadas encontram-se no slide abaixo.




 DEMONSTRAÇÃO DO USO DAS FERRAMENTAS







 
 
 


PASSO A PASSO

INICIAL


                                                                                                                                 
                                         


PASSO 3



OS PASSOS SEGUINTES SÃO REPETITIVOS ATÉ ATINGIR O LIMITE DE ALTURA DESEJADO CONFORME O PROJETO DO CESTO.




                                                                                             CESTO ACABADO


                      CESTO MONTADO



 



















1ª TURMA MÓDULO 1 DO CURSO SOBRE CESTARIA- TAKEZAIKU- 
                         NO BAMBUPLATZ GARTEN








domingo, 4 de março de 2018

BAMBUSA LAKO EM NASSAU

BAMBUSA LAKO EM NASSAU, BAHAMAS

Em uma viagem de cruzeiro a Nassau tive  oportunidade de visitar o Palácio do Goveno do local e tive uma grata surpresa: ... uma plantação de dezenas de touceiras de bambus da espécie Bambusa lako.

Nesta ocasião, maravilhado com aquilo tudo tirei muitas fotos, pois justamente nesta época estava ás voltas com a identificação de uma das espécies de bambu da minha coleção que me foi doada por outro colecionador com esta identidade.



Como se pode observar este bambu, quando os colmos são jovens, tem a coloração verde como outros de sua espécie. Assim permanece até uma certa fase de maturidade dos colmos, que começam a se tornar cada vez mais escuros até atingirem a sua coloração característica de tom chocolate, quase pretos.
Nesta ocasião não consegui nenhum relato com o pessoal do local, com quem conversei, que soubesse me dar informações sobre a origem daqueles bambus e como ou porque eles vieram parar ali, dentre mais outras centenas de plantas de outros locais do planeta e mais alguma nativas da região. 





Me limitei em fotografar para estabelecer os comparativos que precisava, para o confronto com as minhas espécies no sentido de saber se o que eu tinha na coleção do Bambuplatz Garten se tratava de B. lako ou não. As minhas ainda eram pequenas e ainda não tinha colmos maduros para atingirem a coloração escura característica da espécie.

 Depois que retornei para o Brasil fiz contato com a administração do Palácio do Governo e fui direcionado para o Secretário da agricultura. Fiz uma consulta explicando os motivos e remeti  de maneira formal as minhas perguntas com relação a procedência e motivos de lá estarem aqueles bambus... Ainda estou esperando a resposta.




Dois anos  depois, em Fev de 2017, voltei ao local e colhi mais fotos com mais detalhes, Nesta ocasião as ilhas tinham sido atingidas em cheio por um dos maiores furacões que já haviam apor ali e o jardim apesar de um pouco desfalcado estava sendo mantido(pelos presidiários)- Se pode observar um deles com um roupa listrada de preto e branco próximo do guindaste na foto abaixo. 










Alguns colmos na fase da mudança de cor








 

Brotos inconfundíveis da espécie Bambusa


 Abaixo um conjunto de fotos de mais detalhes de colmos, ramificações e folhagens para ajudar na identificação da espécie.








Dois anos e meio se passaram desde minha primeira visita e coleta das fotos em Nassau. Voltei lá mais duas vezes. O suficiente para obter algumas das fotos deste artigo e mais umas outras tantas.
As fotos foram úteis para fazer os comparativos que precisava para ter hoje a certeza de que o que eu tinha não era Bambusa lako, pois até hoje o bambu( que tem a mesma conformação deste) não escureceu e ainda que tenha posto colmos de maior diâmetro que estes não correspondem a ID que me remeteram originalmente.
Continuo com a curiosidade de saber a história destes bambus lá na ilha. Se algum dos leitores deste artigo puder colaborar com alguma informação neste sentido será bem recebida e divulgada aqui, com os créditos necessários.