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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
terça-feira, 24 de setembro de 2024
BAMBUSAIS DA LOUISIANA
BAMBUS NA LOUISIANA
JEFERSON ISLAND E AVERY ISLAND
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| Mansão do fundador do local - |
Minha história com estas florestas de BAMBUS da Louisiana começou há muitos anos quando tive a oportunidade de visitar 2 coleções de Bambus de uma só vez. Em 2024 novamente tive a oportunidade de voltar para rever e sentir muito mais de perto do que aquela primeira visita 17 anos atrás observando os detalhes que foram esquecidos e ainda vendo tudo de maneira diferente tantos anos depois.
Naquela época eu estava em busca de informações sobre algumas espécies que estivessem adequadas a minha zona, informações sobre o cultivo e instalações quando fui orientado, por uns amigos de Austin,TX ( Mark e Carole Meckes) em 2007, a fazer uma visita na coleção de Bambus da Tabasco onde poderia ter acesso a uma floresta de Bambus de diversas espécies entre alastrantes e entouceirantes. Quem me levou lá, por estar localizado próximo e ser amigo da família da Tabasco, naquela vez, foi um colecionador e produtor de mudas de bambu e de muitas outras plantas chamado Michael Richards. Dentro da sua propriedade existe uma mansão histórica que era uma casa de veraneio(foto acima) pertencente a um artista da Broadway(Rip Van Winkle) cercada por um jardim com plantas maravilhosas e árvores seculares muito bem preservadas, situada em Jefferson Island.
Mike Richards - Viveirista e colecionador de BambusAli naquele local está localizada a empresa de plantas ornamentais e conheci os viveiros de plantas e a coleção de bambus do Mike que, com orgulho, nos mostrou as dezenas de espécies ali plantadas das quais ele reproduzia mudas para serem distribuídas a seus clientes, paisagistas e outros colecionadores.
Por esta razão citei que tive a sorte de conhecer 2 coleções de bambus e seus locais de uma só vez.
Dendrocalamus asper ainda jovem e Bambusa chungii
Mike e seu filho (também Mike) trabalham juntos no LIVE OAK GARDENS onde está a empresa, os viveiros, sua coleção de bambus e outras plantas ornamentais.
Estas fotos são algumas das dezenas de espécies da coleção deles D.asper, D. giganteus e Bambusa chungii, Thyrsostachys siamensis dentre outros.
Mudas de Thyrsostachys siamensis
Basta observar que os viveiros deles não tem cobertura fechada. Eram de telas abertas(sombrite) que permitiam a troca com o ambiente, já que lá a temperatura dificilmente chega a níveis muito baixos (neve ou congelamento) e no verão o calor é favorável, desde que a umidade seja proporcionada ao níveis no desenvolvimernto das plantas ali dispostas.
Isto foi um excelente modelo, pois estamos práticamente a mesma distância da linha do equador. Eles para o norte e eu para o sul, como adiante se pode ver no mapa. Hoje pude constatar que foi um grande acerto, pois com apenas uma cortina plástica transparente na vertical lateral norte, mantive as condições climáticas para ali instalar muitas das espécies da minha coleção e as minhas mudas de reprodução. Esta cortina apenas aciono no período de inverno, pois o lado sul do viveiro é protegido pela floresta de bambus que está quase ao lado do viveiro. Em meados de setembro levanto a cortina plástica e somente no início de maio a aciono novamente. O sol passa por cima do viveiro no sentido leste-oeste na maior parte do ano e no inverno passa lateralmente pelo norte.
👉Para detalhes do viveiro tenho um artigo somente sobre ele sobre ele aqui no blog.(2014)
Numa visita deste tipo, a pessoas experientes e profissionais, se pode poupar tempo evitando experiências mal sucedidas. Além deste modelo do viveiro também baseei o meu sistema de captar água nos modelos que eles utilizaram. Canais de captação em torno da area com ligação a uma lagoa para alimentar os sistema de irrigação. Estes 2 artigos também estão descritos em detalhes aqui no blog. publicados em 2022.
Abaixo algumas construções e decorações das suas instalações na área de sua coleção.
Esta visita me trouxe várias alternativas e muita experiência para o reconhecimento e identificação de algumas espécies que tinha na minha coleção que estavam mal identificadas.
Considero um marco muito importante na minha formação de bambuzeiro/colecionador/viveirista ter conhecido pessoas como o Mike Richards e seu filho Mike os quais, além de me darem uma oportunidade de conhecer sua coleção localizada como LIVE OAK GARDENS em JEFFERSON ISLAND, como descrevi resumidamente, me proporcionaram a visita, a floresta de bambus da Coleção da TABASCO, como descrevo em um artigo a seguir, a qual está localizada muito próximo dali, em AVERY ISLAND.
Esta área da Coleçâo não é normalmente aberta ao público, pois está localizada no ambiente operacional da empresa TABASCO e nas proximidades de moradias dos familiares da empresa.
OBS.: Como sempre faço ao publicar meus artigos solicito aos meus seguidores que em caso de alguma inconsistência ou algum erro na descrição seja constatado que me contatem para que o conteudo seja absolutamente útil para as futuras consultas.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
BAMBU NO BAMBU
Muda de Bambu no Bambu
👈Video no YouTube
Uma destas espécie tem uma qualidade diferenciada mesmo, pois ela tem deformações naturais que justificam seu nome vulgar “Barriga-de-Buda”.
Fiz um breve vídeo demo que está exposto no meu canal do YouTube
Sempre os utilizo para plantar algumas cactaceas, suculentas e outras plantas de pequeno porte aqui no nosso paisagismo interno.
Nestes testes com bambus de pequeno porte como o daqui demonstrado, outros como os Pleioblastus pequenos e também com os Pogonatherum ( que é uma Poacea de pequeno porte chamada de mini-bambu), todos tem se desenvolvido regularmente.
Nestes potes não utilizo nenhum verniz ou proteção química, justamente pela disponibilidade abundante. A durabilidade do pote muitas vezes surpreende, levando até 1 ano ou mais para se deteriorar, logicamente variável conforme se expostos ao ar livre ou se dentro de ambientes “internos”. 
Fiz um vídeo demo que está no meu canal do YouTube no início desta postagem.
Pode ser visto também no nosso Instagram em @agrobambu
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
Bambu - Gravação a laser
GRAVAÇÃO A LASER EM BAMBU
Para acessar o vídeo no nosso Canal do YouTube clicar 👇👇
Muitas vezes me perguntam se a gravação a laser em superfícies cilíndricas do bambu são viáveis com máquinas de gravação de pequeno porte. Como já trabalho as gravações nos bastões de caminhada que produzimos há muito tempo, estou postando um pequeno vídeo como um teste e demo de gravações em superfície plana e outras duas cilíndricas, para que possam verificar e dimensionar as possibilidades do uso destas gravadoras para seus trabalhos. As dimensões das gravações máximas são de 50mm x 80mm independentemente do sentido da gravação. Não foi possível divulgar marcas e origem destas máquinas, mas são facilmente encontradas na internet. Esta da demo foi adquirida na Europa em Jan/2020 e opera regularmente até hoje(Fev/2023).
Nosso trabalho com elas pode ser visto em postagens aqui no nosso blog e também em nosso vídeos no nosso canal do YouTube em: @agrobambubambuplatz
E também
Instagram: @agrobambu
sábado, 19 de novembro de 2022
Gigantochloa sp
Gigantochloa apus
Da Coleção Bambuplatz Garten
Diâmetro máximo das varas até aqui obtido: aprox.7cm
Comprimento: aprox. 12m
Características visíveis: As bainhas, quando jovens, apresentam uma banda esbranquiçada e depois ficam presas ao colmo por longo período. As bainhas basais ficam por muito tempo presas ao colmo na base.
Os colmos não apresentam coloração difererenciada sendo verde-claro até seu amadurecimento.
Origem:
Esta planta foi resultado de semeadura de várias espécies do Gênero Gigantochloa que germinaram em 2013 e levaram muitos anos para se desenvolver no porte que hoje se encontram. Este resultado não foi o mesmo para as outras 4 espécies do gênero que ainda não atingiram este porte mesmo tendo sido plantadas nas mesmas condições e ambiente.
Acreditamos que o fato de estarem completamente fora de sua área de cultivo natural e estar sendo cultivada no sul do Brasil em clima, altitude e índices pluviométricos diversificados possa ter influenciado no estágio de desenvolvimento delas.
As outras do Gênero são
- Gigantochloa nigrociliata
- Gigantochloa albociliata
- Gigantochloa atroviolacea
Oportunamente faremos uma postagem de cada uma destas citadas, com a sua descrição e detalhes fotográficos, para auxiliar os estudiosos nas identificações e comparação de outras espécies.
quinta-feira, 18 de agosto de 2022
ÁCAROS NO BAMBU
INCIDÊNCIA DE UMA ESPÉCIE DE ÁCAROS NO PHYLLOSTACHYS EDULIS
No final de 2020 comecei a observar que algumas varas de Moso (Phyllostachys edulis) da minha pequena floresta desta espécie da Coleção de bambus do Bambuplatz Garten estavam começando a secar precocemente e apresentar manchas escurecidas. Embora fossem varas mais antigas, com 3 ou 4 anos, elas tiveram uma evolução muito rápida para ficarem naquele estado ao ponto de secagem definitiva. As manchas (como vistas na foto acima) se apresentam como malhas irregularmente distribuídas.
Ainda além de secarem muito rapidamente estas manchas escurecidas que davam um mau aspecto quase que inviabilizando a utilização das varas, sendo preciso que fossem escurecidas por corantes especiais, após o tratamento, para poderem ser utilizadas em algum tipo de uso específico, sendo porém não indicadas para outros trabalhos estruturais.
Fazendo uma análise mais de perto em algumas unidades da floresta foram observados pequenos pontos brancos que foram aumentando e se continuavam com a formação de um agrupamento com blocos destes ácaros (aracnídeos).
Chegando a formar placas como na foto abaixo.
Comecei a fazer um acompanhamento mais detalhado e iniciei um processo para tentar eliminar estes ácaros da parte basal até a altura onde a bomba de alta pressão alcançava(4 ou 5m).
A primeira medida foi coletar a maioria das varas infestadas pelos ácaros. Logo a seguir foi feita uma limpeza com jato de água até a altura onde era possível alcançar os colmos que iriam permanecer na floresta.
A seguir foi necessário fazer uma seleção de deixar as varas mais novas, mesmo afetadas pelos ácaros, para serem submetidas a um tratamento por aspersão, o qual somente poderia ser feito após realizar um teste a base de produtos que não fossem agressivos ao ambiente.
Foram feitas várias tentativas com soluções e ingredientes em diversas concentrações
Convém salientar que esta espécie é uma das minhas produtoras de brotos comestíveis. Assim sendo, o critério de utilização de produtos adequados ao tratamento deve ser bastante rigoroso, de tal forma que o uso deles não venha afetar a base e entorno da planta, onde os novos brotos estariam sendo gerados.
Além disto não aplicamos produtos "acaricidas convencionais" aqui no nosso local em função de que estes, mesmo que sendo eficazes, poderiam afetar de alguma forma os predadores naturais destes ácaros. Pex,: a Joaninha e seus similares conforme descrito em outro artigo aqui no blog.
Desta forma optamos pela aplicação de produtos não agressivos ao local(solo e plantas ao redor).
Utilizamos uma mistura a base de óleo mineral e detergente neutro com um extrato se fumo.
- 5 litros de água
- 2 colheres de sopa de óleo mineral(aprox 60ml)
- 1 colher de sobremesa de detergente liqUido neutro(aprox. 30ml)
- 100 ml de solução de fumo.
Resultados:
Primeira aplicação: Durante o inverno foram feitas 2 aplicações que resultaram positivamente a evolução dos ácaros. 30 e 60 dias.
No inicio da primavera foi feita a segunda aplicação, pois novas incidências começaram a surgir com a chegada de períodos mais quentes.
Foi necessária nova lavagem para uma limpeza dos agrupamentos e depois nova aplicação da mistura acima.
Na foto se consegue observar marcas da aplicação do produto que ainda permaneceu por algum periodo nos colmos que estavam infestados mas que ainda não tinham sofrido lesões pela ação dos ácaros.
Podemos observar que o resultado foi positivo nas fotos abaixo as quais foram obtidas 90, 120 e 180 dias após a constatação do problema.
Abaixo podemos ver os resultados em alguns colmos que tinham sido iniciados com o ataque e outros onde os ácaros não chegaram a evoluir.
Agora em setembro próximo começa o período de brotação e antes disto vou iniciar uma nova aplicação da solução, no sentido de evitar que os novos colmos sejam afetados pelos ácaros.
Acredito que a incidência deste ácaro ou semelhante em uma floresta consolidada e de grande extensão possa ser um problema complexo de tratar, pois fica mais difícil a aplicação dos produtos em função dos espaços entre as plantas, as grandes extensões e também a altura das aplicações. Para tal é necessário estar atento aos primeiros sinais da presença destes ácaros, no sentido de "evitar sua disseminação" o que certamente poderia ser um grande problema no resultado final da produção.
Obs.: Gostaria que o pessoal que tem acesso a este artigo e conhece o ácaro ou já teve experiência anterior semelhante que faça um comentário aqui no blog para que fique o registro ou entre em contato conosco diretamente no privado. Todas as informações adicionais irão ser publicadas aqui com os referidos créditos aos autores.
Como se pode observar, este artigo e todo o estudo para ser concluído levou apenas 2 anos...
segunda-feira, 20 de setembro de 2021
WORLD BAMBOO DAY - 18 SEPTEMBER 2021
WORLD BAMBOO DAY
Em homenagem ao Dia Internacional do Bambu executamos este post exclusivo para que todos os bambuzeiros possam "curtir" esta data junto a nossa planta preferida o "BAMBU
".
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
SISTEMA DE IRRIGAÇÃO AUTOMATIZADO DA COLEÇÃO DE BAMBUS
SISTEMA DE IRRIGAÇÃO DA COLEÇÃO BAMBUPLATZ GARTEN
Uma das operações mais difíceis na manutenção da minha coleção de bambus atualmente(2021)é poder suprir a necessidade de água para ela, principalmente por estar constantemente em ampliação, tanto no aumento do número de espécies(hoje 70) como pelo próprio desenvolvimento de cada planta pois, a medida que os anos passam, as touceiras crescem e se desenvolvem.
Um pouco da história...
Quando iniciamos a coleção com apenas alguns B. vulgaris vitatta, uns Phyllostachys aurea e outros poucos, tínhamos apenas um pequeno lago e um reservatório de 1000 litros com um timer simples que regava 10 ou 12 espécies de bambu da coleção e um minúsculo viveiro improvisado de 3x3m.
FOTOS DA ÉPOCA - 2005
O reservatório era completado com a água do poço artesiano de 75 m de profundidade que seria utilizado apenas para o bombeamento dos aspersores do viveiro. Com a água do pequeno lago acima se fazia a irrigação das espécies da coleção já plantadas no solo com aproximadamente 4 anos.
A montagem foi feita por uma empresa que montou o meu viveiro e fez toda as instalações hidráulicas e o sistema de automação. Abaixo algumas das especificações das válvulas dos sprinklers Posteriormente a estas instalações foi instalado um sistema paralelo que faz aspersão por baixo dentro do viveiro, a uma altura de 50 cm de altura em 6 pontos do viveiro porque, devido as folhas grandes de alguma espécies de bambus de grande porte, a aspersão por cima ficava prejudicada, sendo necessária uma aspersão na base inferior para que a água atingisse os potes de substrato onde estão plantadas as mudas.
As chaves de liga/desliga podem estar dirigidas para a operação manual ou automática.



























